sábado, 28 de maio de 2011

depois da passeata ou tentativa de

Maior viagem da terra, na terra, com a terra.
Valeu a coragem de resolver escrever sem pensar sem voltar para correção só experessaõ sem parar para dar ao texto mais que a aclareza do pensamento , mais rápido que o desejo.

Aprender a ser só

Eu preciso aprender a ser só.
Não querendo repetir o poeta, mas antes que eu me sinta só, e comece a doer, faça a solidão parte do meu vocabulário, eu preciso entender essa nova fase da vida: O envelhecer.
O que é isso que você se sente a mesma, mas seu corpo não obedece?
O que dizer na frente do espelho a esta mulher que você vê e não é a mesma que você sente.
O envelhecer para os outros parece tão bonito, por que para mim parece ser o começo da solidão, a possibilidade da dependência.
Eu que vivi, livre e liberta a vida até aqui, estou com medo que a liberdade usufruída seja difícil na velhice.
Eu que tudo fiz para ser quem sou, estou com medo do que virá.
Olho minha história, minhas filhas, minhas netas, meu neto, lembro com carinho dos homens por quem me apaixonei, meus amigos e amigas queridos, meus irmãos e irmãs, minha mãe e meu pai,tem também meus cachorros.
Tudo que vivi.


Acho que só me faltou o grande amor...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

brincando com o tempo

O tempo não passa.
Poucos minutos para sair e o tempo não passa;
Pouco a fazer e o tempo não passa;
Brincar de passar o tempo e o tempo não passa;
Quando preciso de tempo o tempo não tem tempo para mim;
Quando eu não preciso de tempo ele me dá todo o tempo do mundo.
E quando eu tenho todo o tempo para o tempo ele não quer o meu tempo e nem eu.
Que perda de tempo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Preciso escrever deste dia,

O dia que tudo que eu queria, era estar feliz, e eu estava!
Era perfeito o fim de tarde em casa, um banzo, um cigarrinho e um chá gelado, acabara de chegar pela Dutra fugindo da fumaça, do transito, dos ruídos de são Paulo.
Minha casa, janelas abertas e o cheiro da tarde fria de outono entrando pela janela, dá vontade de ser poeta e saber contar, contar da lua cheia se despedindo,
Do vento frio batendo no rosto quente fatigado de quilometros de estrada,
Da música suave se misturando aos sons do silêncio,
Tudo perfeito e ainda nem terminou. E Promete.